Vamos lá contar as armasTu e eu, de braço dadoNesta estrada meio desertaNão sabemos quanto tempoAs tréguas vão durar
Há vitórias e derrotasApontadas em silêncioNo diário imaginárioOnde empilhamos as razões para lutar
Repreendo os meus fantasmasAo virar de cada esquinaPor espantarem a inocênciaQuantas vezes te odieiCom medo de te amar
Vejo o fundo da garrafaAcendo mais outro cigarroTudo serve de cinzeiroQuando os deuses brincamÉ para magoar
Vamos enganar o tempoSaltar para o primeiro comboioQue arrancar da mais próxima estaçãoPara quê fazer projectosQuando sai tudo ao contrário?Pode ser que por milagreTroquemos as voltas aos deuses
Entre o caos e o conflitoA vontade e a desordemNão podemos ver ao longeE corremos sempre o riscoDe ir longe demais
Somos meros transeuntesNo passeio dos prodígiosSomos só sobreviventesCom carimbos falsos nas credenciais
Vamos enganar o tempoSaltar para o primeiro comboioQue arrancar da mais próxima estaçãoPara quê fazer projectosQuando sai tudo ao contrário?Pode ser que por milagreTroquemos as voltas aos deuses
Para quê fazer projectosQuando sai tudo ao contrário?Pode ser que por milagreTroquemos as voltas aos deusesTroquemos as voltas aos deuses